Eu tenho um poeta mudo,
Que lê na folha branca,
silêncio!
no rabisco do canto,
uma canção de amor...
ah! Se eu fosse verão e o suor do teu corpo
pra te percorrer
pra ser teu gosto na língua da menina que te beija...
mas eu sou apenas a imaginação de um poeta mudo
o suspiro de uma paixão que nunca aconteceu...
Eu tenho um poeta mudo,
muda mundo
E ele ali, quieto
Lendo no teu poema - um grito!
E do meu, apenas duas linhas
Falta de rima
Falta de rima!
Meu poeta descombina
Descompassa
(e inventa palavras)
Ah! Se eu fosse o verão e o suor do teu corpo
Pra te deixar nua
Pra ser a alegria nos olhos do menino que te espia pelo vão da cortina...
Mas eu sou apenas o frio que congelou meu poeta
As incertezas de um amor que nunca aconteceu...
Eu tenho um poeta mudo,
E nos rascunhos amassados e arremessados ao lixo
Um monumento ao poema que morreu
ao poeta vagabundo
ao poema que nem sequer nasceu!
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4 outros passos, outros rumos!:
Rafa,
O Blog da Michele mudou de nome e caminho. Com pseudônimo agora:
Michele Santti
http://michelesantti.blogspot.com/
Igualmente o Twitter
@MicheleSantti
FaceBook
facebook.com/michele.santti
e E-mail
michelesantti@gmail.com
ai, ai!!!
Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Viva e deixe viver. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs
Narroterapia:
Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.
Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.
http://narroterapia.blogspot.com/
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