Aqui em Porto alegre existe uma ruazinha de pedras quadradas, ela começa na beira de um rio, um rio que é lago, e tem muros coloridos e uma usina, e é rio, e é Guaíba, e é pôr do sol. Uma rua laranja de sol no dia, laranja de seus postes antigos à noite, uma rua túnel de arvores, uma rua que acaba numa praça, que é praça, e é feira volta-e-meia, e é livros, e é a praça dos senhores-gente e dos senhores-bronze, foi ali que eu conversei contigo, Mário, ali no teu banco, me intrometi nas tuas intermináveis conversas com Érico...
E nesta rua tão linda, entre tuas esquinas e os olhares destas tuas gurias, entre teus botecos e teus bebuns caídos, entre um rio e uma praça, existe a tua casa, a tua gigante casa rosa, tua casa-cultura-casa, teu jardins suspensos, e teus livros e os outros, e as tuas paredes com os poemas que eu mais amo, teu quarto e um quadro com teu cabelo engraçado, de onde tu conversaste comigo sobre teus cata-ventos danados e umas cartas perdidas entre páginas que nunca mais serão lidas pelos mesmos olhos, me explicou o cabelo, as dificuldades de tirar fotos contra o vento, e falou sobre palavras e lanternas chinesas de papel, tu me sorriu, eu sorri de volta, e tive vontade de beijar o quadro (além de textos tu tens esta contagiosa cara de querido). Uma casa rosa, e o teu café, e o teu Quarto Mário, com tuas leituras e teu cobertor xadrez, e uma sala de teatro e teus poemas que volta-e-meia são meus... Pra ti, e tua casa rosa, Mário, é o meu poema e tudo mais que eu só disse no olhar...
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2 outros passos, outros rumos!:
Deu vontade... de te fazer uma visita!
bjus
A descrição do lugar que me encantou. Mário me encanta =)
Gostei do blog. Beijo =*
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