Se tivesse vela, assopraria e faria um pedido – mas as velas estavam apagadas!
Se houvesse um bolo, as velas fariam mais sentido, mas o bolo não existia e as velas permaneciam sem fogo pra se soprar, sem pedido pra se fazer, sem sentido algum.
Era um guri de pouco barulho, de pouca frescura, de poucas palavras, não desejava confete, e a cada aniversário silencioso só dizia não querer dar razão ao tempo.
Ele não contava aniversário, e por isso nunca envelhecia.
Mas o tempo é amigo das pessoas boas e foi girando o mundo daquele jeito lento que o guri só notava quando a noite chegava, amenizando o calor destes dias de Janeiro.
Janeiro era das férias, nunca do guri, mas ele não chiava, resmungava umas poucas palavras e já tomava jeito, ele no fundo queria era dezembro, não por ganhar dois presentes, mas pelo guri bom que nasceu na manjedoura...
Mas o tempo é amigo Guri, também dos guris de Janeiro, mesmo sem dois presentes, sem vela, sem pinheiro, mesmo que o calor castigue...
No último aniversário, um anjo deixou flores brancas pro guri enquanto ele dormia, e o guri sem palavras pra agradecer, acendeu uma vela, sem bolo, sem nada, só aquele monte de coisas boas que trazia no coração, e antes de apagar a vela, pediu em silêncio, pra que aquele anjo nunca fosse embora!

6 outros passos, outros rumos!:
eu sou uma guria de janeiro e esse ano eu não quis nem bolo nem vela.
quero ir logo pra março.
março é um mês simpático, menos previsível.
acho que em março, os anjos aparecem com mais frequência.
e sim, eles sempre vão embora.
(...)
Sim, o tempo é meu amigo... veja só, ele trouxe você de volta!
Feliz idade nova, guri! Pelos astros, somos parentes!
Que lindo texto! Estou seguindo seu blog. Se puder, visite o meu!
bjs
Texto cheio de magia e doçura...
Lindo , muito lindo !
Bjo.
Estou encantada, impossível vir aqui e ler só um post. Parabéns!!!
Beijos pra Ti
encantada!
um prazer ler seu texto...
eu não acredito em anjos, mas dizem que eles existem e que costumam chegar sem avisar.
bj.
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