quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

das minhas conversas com Arnaldo Jabor

o Arnaldo


com aquela cara de sabido

óculos e tudo

fala naquele tom de arenga:



“ama, pela paz que lhe dá ou pela tormenta que provoca”



- o Arnaldo não me conhece -

eu sei, o Arnaldo nunca vai discursar sobre amor no jornal, nunca!

mas ele sabe destas coisas todas

e empilha palavras

e cria pra mim umas novas certezas

eu converso com ele

apesar dele não me ouvir

- o Arnaldo nem conhece eu -

mas Arnaldo ouça aqui:

eu te absolvo, eu também não me conheço assim, assim!

mas nas conversas que tivemos que tu nunca escutou

eu te disse:

"Arnaldo, Arnaldo!

Ama-se de fato, mas na maioria das vezes pelo que se espera e não pelo que se é”.

3 outros passos, outros rumos!:

Franck disse...

Não se pode amar pelo que se é e pelo que se quer ser?
Abçs*

Rafa Feck disse...

Claro que sim Franck!

eu sou um otimista em relação ao amor, mas muitas vezes criamos no outro uma ilusão, assim como deixamos de ser quem realmente somos pra agradar alguem. Isso é um erro e não amor! É deste falso amor que eu falava, o amor que mais vejo ser declarado, o da maioria das vezes...

a gente vai amando e errando, e quando acerta em cheio, tudo passa a fazer mais sentido!

um abraço querido!

ROSANA VENTURA disse...

..nem sempre o amor faz sentido...aliás, amar, as vezes não faz o menor sentido...e é isso que me encanta!
AMEI o texto...!
bjossss