A menina que já não cabia nos textos, toda serelepe, esticou o braço pra fora da frase de amor e colocou delicadamente o dedo indicador sobre minha boca, em um cala-a-boca silencioso, sem dizer.
E eu, que sou destrambelhado com palavras gritadas das minhas emoções verdadeiras, não consegui te escrever um final feliz menino, e nem te explicar que a menina com olhos de lâmina, é inspiração demais pra um poeta só, ela queria todos os beijos, todas as linhas, todos os suspiros e flores de cerejeiras do mundo, e destas coisas eu nem soube escrever. Desculpa meu menino, eu acredito sim no amor, mas escrevo bem é sobre ilusões!
E o menino e sua nuvem, foram voando lá pra cima, num lugar lindo de se vê, mas triste de ficar, ficavam os dois quietinhos pescando estrelas numa solidão de dar dó, e a nuvem querendo ser menino pra chorar de amor, e o menino querendo ser nuvem pra chover e fim.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O futebol é mágico

Enrolado na minha bandeira vermelha, depois do final do jogo, ouvindo o foguetório e o buzinaço nas ruas, eu chorei...
Chorei por ver a emoção do meu pai, pelas histórias contadas por ele que sustentaram a minha paixão nos tempos difíceis, nos tempos em que a maioria se rendeu a boa fase do rival, eu chorei pelos que resistiram, pelos que transformaram esta torcida, a nossa torcida em uma das mais apaixonadas e autênticas torcidas do mundo do futebol (obrigado Pai!).
Eu chorei, pela alegria nos rostos dos meus irmãos, companheiros, compartilhando sentimentos e emoções no sofá da sala, nas arquibancadas do gigante, eu chorei pelas dificuldades vencidas, pelas promessas pagas antes mesmo de terem sido feitas, chorei por tudo aquilo que escutamos, chorei pela possibilidade de gritar que aqui nada nem ninguém pode ser maior!
Eu chorei, por mim, por entender a lição maior do futebol, sim, TODOS os sonhos são possíveis para aqueles que fazem da determinação e vontade suas armas, sim, todos os sonhos são possíveis!
Então eu chorei, enrolado na minha bandeira, camisa vermelha, amuleto e suspiros, e a certeza de que o futebol é mágico, e tornou a noite de uma quinta-feira comum em inesquecível, histórica e surreal!
Chorei por ver a emoção do meu pai, pelas histórias contadas por ele que sustentaram a minha paixão nos tempos difíceis, nos tempos em que a maioria se rendeu a boa fase do rival, eu chorei pelos que resistiram, pelos que transformaram esta torcida, a nossa torcida em uma das mais apaixonadas e autênticas torcidas do mundo do futebol (obrigado Pai!).
Eu chorei, pela alegria nos rostos dos meus irmãos, companheiros, compartilhando sentimentos e emoções no sofá da sala, nas arquibancadas do gigante, eu chorei pelas dificuldades vencidas, pelas promessas pagas antes mesmo de terem sido feitas, chorei por tudo aquilo que escutamos, chorei pela possibilidade de gritar que aqui nada nem ninguém pode ser maior!
Eu chorei, por mim, por entender a lição maior do futebol, sim, TODOS os sonhos são possíveis para aqueles que fazem da determinação e vontade suas armas, sim, todos os sonhos são possíveis!
Então eu chorei, enrolado na minha bandeira, camisa vermelha, amuleto e suspiros, e a certeza de que o futebol é mágico, e tornou a noite de uma quinta-feira comum em inesquecível, histórica e surreal!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sobre viver e morrer...
se amanhã eu morrer tem um poema meu guardado no fundo da minha gaveta de meias,
eu quero que tu leia ele em voz alta em alguma estação de trem,
tem também, ao lado da minha cama, um par de havaianas amarelas,
coloca nos teus pés e um dia pisa com elas nas areias da praia mais linda que tu encontrar,
uma que eu nunca tenha ido.
escreve em um papel algumas palavras sobre morrer e viver, a arte de ser que se é!
pega entre as minhas camisetas a mais colorida e usa.
chora, mas com a minha camiseta mais colorida ofuscando tua tristeza,
eu não quero tristeza!
se amanhã eu morrer tem um poema meu guardado no meio de um livro da Lya Luft ali na
estante,
coloca este poema na caixa de correio de alguém que tu não conhece,
e fica com o livro,
pega debaixo do colchão os meus trocados e coloca no chapéu daquele menino-malabarista que
faz graça no sinal, deixa pra ele uns casacos meus também.
se eu morrer amanhã
eu não quero um padre rezando
quero poemas do Mário Quintana!
e eu quero que tu conte minhas maiores façanhas amorosas
todas as que eu vivi, todas as que eu confessei ter sonhado
as que eu transformei em palavras pra ti ler
as que eu transbordei em lágrimas e tu enxugou.
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver temos muito ainda por fazer, não olhe pra trás apenas começamos! O mundo começa agora, apenas começamos!
(Metal contra as nuvens - Legião Urbana)
eu quero que tu leia ele em voz alta em alguma estação de trem,
tem também, ao lado da minha cama, um par de havaianas amarelas,
coloca nos teus pés e um dia pisa com elas nas areias da praia mais linda que tu encontrar,
uma que eu nunca tenha ido.
escreve em um papel algumas palavras sobre morrer e viver, a arte de ser que se é!
pega entre as minhas camisetas a mais colorida e usa.
chora, mas com a minha camiseta mais colorida ofuscando tua tristeza,
eu não quero tristeza!
se amanhã eu morrer tem um poema meu guardado no meio de um livro da Lya Luft ali na
estante,
coloca este poema na caixa de correio de alguém que tu não conhece,
e fica com o livro,
pega debaixo do colchão os meus trocados e coloca no chapéu daquele menino-malabarista que
faz graça no sinal, deixa pra ele uns casacos meus também.
se eu morrer amanhã
eu não quero um padre rezando
quero poemas do Mário Quintana!
e eu quero que tu conte minhas maiores façanhas amorosas
todas as que eu vivi, todas as que eu confessei ter sonhado
as que eu transformei em palavras pra ti ler
as que eu transbordei em lágrimas e tu enxugou.
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver temos muito ainda por fazer, não olhe pra trás apenas começamos! O mundo começa agora, apenas começamos!
(Metal contra as nuvens - Legião Urbana)
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