a bola, em seu repertório amplo de peripécias e encantos, resolveu desta vez manipular o tempo, saiu chutada dos pés do atacante, rápida, forte, mas antes que encobrisse as mãos do goleiro fez da sua trajetória, câmera lenta, e naquele segundo em que o estádio esperou calado, que até mesmo a chuva pareceu mais lenta, a bola caprichosa (que dentro das quatro linhas é rainha), decidiu ser gol, e ouviu um huuuu quando encontrou a trave e uma explosão uni sonora quando encontrou a rede.
nestes dias em que Março se encerra, e que os estádios se enchem e colorem para as suas finais estaduais, os poemas e as crônicas esportivas choram: morreu o poeta-cronista cronista-poeta, aviador, sonhador, jornalista, morreu Armando, morreu Nogueira. E antes da bola rolar, o árbitro indicará um minuto de silêncio, mas a ausência do poeta fará com que poemas e crônicas esportivas, fiquem um pouco mais silenciosas, para sempre!
a vida, a morte, a bola, rainhas-irônicas...
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2 outros passos, outros rumos!:
goool!!
A sua descrição do gol é curta metragem. Eu vi!
Beijo, beijo
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