E os poetas haviam bebido demais e todos os poemas saíram meio tortos e sem rumo.
Pois então as caravelas saíram desgovernadas pros lados das Índias e acabaram em terras novas, de exuberâncias, de ouro fácil, e os poetas riram bêbados e culpados daquilo tudo.
Pois então lidos naquelas linhas que ainda traziam o cheiro da tinta e também da bebida que os embriagava. Nos textos incertos, sorriam!
Mas o sorriso precede o choro, e a morte se escrevia nas linhas dos mesmos textos, e alguém pegou um 38 e atirou cinco vezes em Lennon, que morreu ali na calçada do edifício Dakota, os poetas ainda tontos, trôpegos, resmungaram, choraram talvez, e se culparam também por isso.
Os poetas beberam mais um pouco, desta vez de tristeza, do lado de fora chegava a primavera colorida demais, os poetas, meio loucos meio anjos, de tudo falavam e as palavras eram todas ilegíveis, eram todas feitas de sol, pois então um homem inventou uma nave, que levou um outro homem a lua, um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para humanidade, e os poetas que já tropicavam nos próprios pés voltaram a sorrir, não por algum encanto na frase simples, mas porque sabiam, a lua a muito tempo era a casa de São Jorge (mas só os poetas sabiam).
Meus textos foram embora e a culpa é dos poetas bêbados que já não sopram palavras nos meus ouvidos!
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13 outros passos, outros rumos!:
"A poesia dos poetas que sofreram é doce e terna. E a dos outros, dos que de nada foram privados, é ardente, sofredora e rebelde."
(Lispector)
Ser poeta não é fácil...
Beijo.
Achei meio que sem procurar... numa dessas madrugadas looongas...
Viraste companhia...
* Virastes
rs! Isso me lembrou um filme chamado "O pianista", acho que do Polanski, mas näo tenho certeza. Tem um cara, judeu quase-ativista (se é que havia espaço e tempo para verdedeiro ativismo durante a segunda guerra) diz: "Ah, vocës, artistas, näo servem para fazer política, vocës músicos säo, assim, muito, musicais!" rs! Foi o que me lembrou esses poetas só olhando a vida passar, soprando, chorando e sentindo ...
oesia não é um crime premeditado, em que o escritor forja álibis e procura esconder as pistas. Não sou capaz de dizer: vou escrever um poema. Escrevo como quem existe. Ninguém hesita em existir. Percebo a poesia desde o princípio como um crime passional. É uma explosão de nervos, de música e de pensamento. Surge de um ato solitário, intransferível e altamente singular. Significa matar o amor para que ele sobreviva sem a pieguice. Desbastar o poema para que só fique o essencial. O verso é como uma escultura: o rosto está lá dentro, sendo preciso descobri-lo extraindo pedra.
Simplesmente adorei!
É sempre assim. A culpa é sempre deles. rs
Beijos
convite para seguir a história de Alice, lá no
--- continuando assim... ---
vai no capítulo 4 ...e ainda há tanto que contar :)
um beijinho desde aqui
teresa
Andei passeando por aqui mas só agora tive "coragem" de chegar junto..rs
Amei seu espaço. Seguindo,tá??
Beijos..
Ah, não acho que a culpa é deles...a culpa é de quem encheu o copo deles!!
tb concordo, culpa dos poetas! rs
beijos
Culpa dos poetas, e ninguem pode negar!
hehe
Criativo voce!
bjo
Adorei!!! vou te seguir por aí...rs
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