sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

sobre minhas novas leituras...

Se a mim cabe o papel de poeta nesta história que me pede,
que eu conto em tom de texto reto, com muitas vírgulas e poucas explicações,
a ti jogo o papel de mulher apaixonada, e como eu escritor defino: É por mim!
Mas em minha palavra incerta, vou me despindo, me escancarando,
primeiro te roubo um suspiro, um sorriso leve,
já logo, um sorriso largo, seguido de um calor que nasce na altura do colo e desce até o meio das coxas, tão lindas coxas...
E minhas mãos incessantes, teclam como se a tocassem, traduzindo cada idéia, cada sonho, cada fantasia em frases que nunca terão a cobiça que te tenho.
Eu nunca quis ser poeta, nunca fui, mas se tu for minha poesia, e eu não vejo nada em ti que não seja, então sou teu poeta, e tu é minha palavra, e meu beijo escrito, e o toque que não toca o corpo, não toca nada a não ser estas teclas, e sou um desejo de falar, e na ausência de fala, sou a escrita.
E tu menina, tu e estes teus olhos saudoso-perfeitos, este sorriso que eu não consigo traduzir em textos, tu sim é poema, poesia pura, algo tão maior que eu, que não me pertence, quem dera que fosse, mas nada em mim tem teu brilho...
Desisto do texto, nem aqui te domo, nem te tenho,
deixo pra ti a tentativa poética porque pra mim só resta a do personagem enamorado.
Vou tentando
quase que num rascunho
quase que num sopro
um texto que te faça sentido
já que nada do que eu sinto me faz
cito umas palavras que carrego comigo de um livro que nem sei bem quando li:
"Se for homem,époeta;se é mulher,está namorada”.
Malfazejo Almeida Garret, porque pra mim nada resta!

6 outros passos, outros rumos!:

Taig disse...

que texto lindo, palavras que são fortes, e se fazem suave em conjunto, palavras perfeitas que enchem de brilho os olhos de quem lê!

bjo :)

Priscila Rôde disse...

"e tu é minha palavra, e meu beijo escrito, e o toque que não toca o corpo, não toca nada a não ser estas teclas, e sou um desejo de falar, e na ausência de fala, sou a escrita."

Isso foi, maravilhoso! Fiquei sem palavras! Belíssimo!

Marcelo disse...

é dificil domar na literatura...

abraço

suellen nara disse...

eu babo nesse texto e vc nem sabe...

Lily disse...

Aqui está o outro texto. Custei a achá-lo. Aí está vc instigando, chamando...É preciso audácia, mas tb elegância senão fica chulo. E o leitor(a) sente comichão. As coxas lhe ardem. Vc está dentro da casa do outro. Atravessou o tempo e o espaço e faz jogo. Na minha opinião, só é preciso caprichar mais, retocar, cuidar do texto. Um filho se cria devagar.

Anônimo disse...

o último texto foi feito para duas pessoas que se conheceram enquanto liam um poema sobre o silêncio. não havia pretensão, mas agradou. sempre agrada quando surge próximo a um deles.

Fatinha