domingo, 28 de dezembro de 2008

No amor no silêncio e na guerra - vale tudo

eu não quero ser mais um menino
inocente
implorando carinho
indecente por tocar no nome de outro alguém

eu não quero pedir-te um trocado
ou vagar de bar em bar
tropeçando em meus próprios pés


eu só prefiro não acreditar que o meu Deus
é o mesmo que causou toda esta guerra
eu
um menino-soldado
um punhado de terra
e todas aquelas armas

Eu não quero falar de amor
da tua ausência que dói aqui
ou destes tantos tratados de paz
que tão pouco faz diferença nenhuma

eu não quero parecer um louco
reclamando de tudo um pouco
vocês me impuseram tudo isso
e agora como faremos com todo este lixo
varrer pra baixo do tapete?

eu tinha fé
até que...

Vocês me deram uma televisão

Para minha nova-eterna leitora-paixão

para a menina de cílios longos!

(obrigado comentário tão doce...
só podia ser teu!)

agora,
me fará, por certo
muito mais sentido,
mesmo que tenha o dom
instinto,
nada melhor que encontrar no amor
um motivo
mesmo que eu saiba
que estas palavras vão encontrar teus lindos olhos,
por momento, tristes!
eu sei do teu amor
eu sei do meu amor
mas desde de quando o tempo é piedoso com quem ama?

tudo vai passar!

estes textos vão se fazer,
documentos destes dias tristes
e na próxima estação
o amarelado das folhas queimadas pelo sol de verão
darão trabalho para as inquietas senhoras
que varrerão as ruas incessantemente
e teu-meu coração
estará liberto das duvidas que transbordam nele hoje
e teus-meus olhos finalmente vão recuperar
aquele mesmo brilho de sempre
e voltarão a esquecer que estes meus-teus textos-poemas existem...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

aCreDitAr

Me reescrevendo
me reinventando
eu sei que tudo vai dar certo,
acredito tanto que talvez esqueça que devo lembrar disto sempre,
dos segredos
de mim mesmo
dos meus sonhos
meus medos
dos dias cinza que me fizeram dar ainda mais valor ao sol
eu acredito em vocês!
sofremos juntos
e das noites mal dormidas fizemos uma chuva de estrelas
as doces estrelas
eu sei que tudo vai dar certo,
já estava tudo escrito em nossos sorrisos fáceis
já estava tudo dentro da minha caneta
dentro de meu coração
tenho tanta certeza de tudo,
que quase nem sei de nada, e me perco em contradição
e da minha noite em claro
sobra-me uma vaga lembrança dos poucos sonhos
rastro da minha insônia
e um par de olheiras
um punhado de palavras rabiscadas nestes meus cadernos intermináveis
já são quase quatro horas e eu ainda acordado
já é quase dia e eu levanto as sete
e de dia me arrasto mas não te nego um sorriso
se me prometer um café preto
sim eu acredito...
em Deus
em ti
e nos meus pensamentos complicadamente simples
eu acredito e se coubesse num grito
ecoaria aí!!!

Escrevendo e reinventando

E se eu escrevesse a cada dia
a cada passo
a cada linha
meu tênis rasgado e meu estranho amor
E se eu escrevesse pra você
um poema sobre o medo de não vencer
sobre o cachorro abandonado que me conquistou
ou a menina que se achava a mais bonita mas acabou por me perder
Escrever sobre as vitórias
sobre as derrotas
e que em cada uma das batalhas tu me deu forças
mesmo que de longe ou sem saber
E se escrevesse a minha vida
meus sonhos minhas fantasias
o orgulho da família
a paixão que virou sina
virou rancor
nuvem
chuva
e choveu no mar onde ninguém vê

escreveria que ao dormir
você parece um anjo

Poema infatil

vendo um filme romântico
achou que teu mundo é que era chato
e da procura de seu príncipe
eu sempre acabo sendo o sapo
ou me faço confusão
as vezes diz que sou um cachorro
as vezes diz que sou um gato
e as vezes não diz nada
mas teus olhos lindos pedem abraço
nesta carinha de menina
neste corpo pronto pro pecado
você vive no meu quarto
no meu sonho
num retrato
e nas estratégias de conquista que já não deram certo
você diz que sou inquieto
mas não para do meu lado

antigo - atual - teu

Se eu pudesse tocar-te uma vez mais
se teus encantos não te deixassem tão distante
se quando corro
de amor eu sofro
sofro por ti

pra ti é meu poema!!!

Se teus sorrisos e beijos buscassem a mim
se ainda sim estivesse aqui pela manhã
se não me deixasse para trás como uma pagina lida de um livro
pois quando eu minto é pra tentar de ti fugir

mas pra ti é meu poema!!!

se o teu segundo fosse a minha hora
e um dia teu te eternizasse aqui
como uma foto
como um sonho bom
e se o vento mudando de direção
não te levasse sempre pra outros mares
pois quando eu corro é pra tentar te ter aqui

o meu poema simplesmente é teu!!!

pouco pra dizer...

Vou escrevendo

Estes textos recortados

Sem rima

Sem nada

Que não acertam nunca

vírgulas

e parágrafos

soam colorido

tesouro

meninas

macacos

e letras minúsculas em começos de frase

musica lenta

carta

amor

discursos inflados

homenagem

linha após linha

verdade

verdade

minhas vividas

minhas inventadas

pouco pra dizer

coração cheio

amargurado

Mais um filho das madrugadas...

eu quero sim
a vida!
agora!
a análise
linha por linha do meu texto
centímetro a centímetro do meu corpo
minuto a minuto do meu existir
quero
que julguem
e atirem a primeira pedra
e me amem e me odeiem
façam afinal eu me sentir vivo


estou com sono
dor de cabeça
e uma vontade cortante de esquecer...

eu queria mesmo te escrever
com euforia
sobre um futuro bom
sobre o filtro solar
mas Deus me fez assim
com olhos e palavras tristes...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Picadeiro

maldito circo dos horrores

meu coração é tão impiedoso
que não me permite pedir perdão
por erros que ele sabe nunca iria perdoar...
as vezes nem me deixa chorar
nem buscar um novo amor
resigna-se a sofrer

que sofra
que não vire de pedra
que morra
mas não deixe esquecer

eu vou rodopiando e girando
e vez enquanto fico tonto
embriagues
amargas piruetas
doce cachaça
garrafa pela mesa
um soluço e um tombo

coração impiedoso
saudoso
covarde
colhendo flores secas
e jogando fora todas as tuas fotos
teus olhos ali bem perto
arregalados
assustados
impiedoso coração vai devora-los